Mostrar mensagens com a etiqueta Bibliotecários no cinema. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Bibliotecários no cinema. Mostrar todas as mensagens

domingo, 25 de outubro de 2015

Bibliotecários no Cinema

   O cinema é um poderoso agente de difusão de uma imagem, e, influencia o pensamento público; a imagem cinematográfica, mesmo não correspondendo à realidade, acaba por ser tomada como verdade.

   Através dos mais variados filmes podemos ter indicações mais claras de como o bibliotecário tem sido visto pelo público ao longo dos tempos. 

   Quem não se recorda do fantasma da bibliotecária em Os Caça-Fantasmas (1984), ou da encantadora Evelyn em A Múmia (1999)? Personagens bem diferentes, mas que se tornam o espelho das imagens da profissão mais destacadas no cinema. 
   De um lado, a velhinha de óculos e coque pedindo silêncio, e, do outro, a doce e encantadora bibliotecária que se envolve numa aventura de acção e romance. 




Fonte: http://5916socialmedia.cci.fsu.edu/~mda10c/?p=56



   Vejamos, outro exemplo: quão significativo o curto diálogo, retirado do filme “O Clube do Imperador” (2002), entre a personagem de um estudante que tenta requisitar um livro na biblioteca, algo que peremptoriamente vê recusado pela personagem que interpreta o papel de bibliotecária; então o estudante, numa tentativa fugaz de sedução à autorização do empréstimo, reage da seguinte forma: 

“Student - Miss Peters, that is a great hairstyle. Is that new? 
Librarian - I've had it since 1958."

Fonte: The Emperor’s Club, 2002

   De uma forma irónica, a imagem estereotipada da bibliotecária revela-se neste breve episódio, onde o ar severo e intransponível da mesma é alvo de percepcionamento sarcástico pela inflexibilidade da mesma, associada também ao seu aspecto físico.

   Ainda mais recente é o filme "A idade de Adaline" (2015), uma mulher misteriosa, reservada, culta, onde poderia ela trabalhar? Pois é, na Biblioteca... Quem viu este filme?

Fonte: The Age of Adaline, 2015


   Parece que a imagem cinematográfica do bibliotecário começa a alterar-se, fruto, também, das visões dos autores de livros. Começa-se já a abandonar a imagem de bibliotecário tradicional, zelador dos livros e dos bons costumes, para um bibliotecário moderno influenciado pelo uso das novas tecnologias. A figura de velhinha a pedir silêncio também se distancia da imagem que transparece nos filmes. Contudo prevalece a imagem do género feminino já com alguma idade, ou com idade indefinida.

sexta-feira, 28 de novembro de 2014

O Estereótipo do Bibliotecário no Cinema

Filme "O Nome da Rosa", 1986

   Aqui está um estudo interessante, de 2007, sobre o estereótipo do bibliotecário na cultura cinematográfica.

   Da autoria de Rodolfo de Matos Rocho este trabalho analisa a imagem do bibliotecário através do cinema em distintos períodos, por tipologia de biblioteca e ainda por género de filme.
   O autor distingue cinco imagens diferentes do profissional que prevalecem nos filmes de 1930 a 2007. A representação do bibliotecário que predomina é a que intitula de “bibliotecário tradicional”, seguindo-se o “bibliotecário profissional”, o “bibliotecário ambíguo”, o “bibliotecário fantástico”, e por último, com menos relevância, o “bibliotecário informal”. A todas estas imagens, atribuiu características muito próprias, destacando o estereótipo de bibliotecário formal, conservador, rotineiro, anti-social e com pouco interesse pelo trabalho.
Rocho considera que a imagem do bibliotecário no cinema permaneceu com as mesmas características ao longo dos tempos, que apenas foram adaptadas a um novo contexto, mas mantiveram predominantemente a essência de estereótipo negativo. Destaca ainda o peso da biblioteca nas características das próprias personagens, que são muitas vezes retratadas como pessoas inteligentes e extrovertidas fora do trabalho, e, quietas e contrariadas/insatisfeitas dentro da biblioteca. 

Pode consultar aqui: